Segundo o dirigente, cerca de 60% da população eleitora encontra-se em casa, sem vontade de participar no processo democrático, um fenómeno que atribui à falta de representatividade e ao desgaste das estratégias tradicionais.
“Até hoje, vivemos numa política em que se pensa que as soluções do país se resolvem no comício”, lamentou acrescentando que a política é muito mais séria do que se pode pensar. “o chamar as pessoas para a vida política é visto como um problema de acção na rua ou de andar com bandeiras. Isso é afirmação de activismo partidário, não é política. A política é algo muito mais sério.”
Com o país a caminhar para cinco décadas de independência, o vice-presidente do CIDADANIA acredita que as expectativas do eleitorado evoluíram e que os partidos não acompanharam essa transformação.
“Em 50 anos, o que as pessoas esperam da participação política é outra coisa. O perfil dos políticos tem de ser outro”, afirmou, reiterando que a solução para abstenções passa por uma postura mais técnica, ética e próxima dos problemas reais.
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