“ONG’s: impacto ou dependência?” — esta pergunta acompanha o trabalho da Fundação Gianni Gaspar Martins (GGMF) todos os dias.
Na GGMF, acreditamos que ajuda humanitária é necessária, mas não é suficiente. Por isso, vamos além do apoio imediato e procuramos transformar beneficiários em participantes. Fazemos isso através de educação, cultura, ciência, desporto e cidadania — áreas que reforçam competências e criam caminhos de autonomia.
Há uma diferença essencial entre dar uma solução e desenvolver alguém capaz de encontrar soluções.
Uma ONG pode, por exemplo, distribuir alimentos, oferecer material escolar ou apoiar famílias. Isso é importante — e muitas vezes acontece onde as respostas públicas ainda não chegam com a intensidade necessária. Contudo, existe uma questão incómoda que não pode ser evitada: se uma ONG constrói uma escola, quem garante que essa escola continua a funcionar depois do projeto terminar?
É precisamente aqui que entra o desafio de evitar a dependência. Uma intervenção social torna-se mais profunda quando transforma o beneficiário em participante, e quando os efeitos ultrapassam a entrega inicial.
> Porque matar a fome hoje é assistência.
> Ensinar alguém a construir o próprio futuro é transformação.
A GGMF defende que o papel de uma ONG não deve ser o de substituir permanentemente o Estado, mas sim capacitar comunidades e, quando possível, contribuir para mudanças que permaneçam após o fim do projeto.
Entre as iniciativas que reforçam essa abordagem, destacam-se:
CUZITO
Promove valores, cidadania e participação junto de crianças e adolescentes, trabalhando para fortalecer capacidades que vão além da intervenção pontual.
ESTAC
Apoia a ampliação de capacidade da escola, com investimento de 14 milhões Kz, contribuindo para aumentar a capacidade de 150 para 700 alunos.
Mwana Luzito
Promove valores, cidadania e participação, criando espaços para que crianças e adolescentes desenvolvam consciência social e autonomia.
Escola da Quibala
Investimento de 14 milhões Kz, ampliando a capacidade escolar de 150 para 700 alunos, com foco no acesso e na continuidade da formação.
Vencer com a Bola
Usa o futebol como ferramenta de inclusão, desenvolvimento e combate ao abandono escolar, alcançando cerca de 240 crianças.
No fundo, a pergunta continua: impacto ou dependência?
A resposta que defendemos é clara: quando a educação e a formação criam autonomia, as intervenções deixam de ser temporárias e passam a gerar capacidade de mudança — a transformação começa quando a assistência dá lugar ao conhecimento, oportunidades e participação.
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