Luanda, 7 de Maio de 2026 – Um encontro realizado hoje entre Anabela Dinis, conhecida como afilhada do Presidente João Lourenço, e membros da JMPLA, braço juvenil do MPLA, gerou grande polémica entre os jovens militantes. Durante o evento, a mamusca, como é popularmente conhecida, foi acusada de exercer pressão sobre os jovens para apoiarem exclusivamente a candidatura do Presidente, contrariando a orientação do Comité Central, que prevê múltiplas candidaturas e liberdade de escolha em todos os escalões do partido.
Durante a reunião, Anabela Dinis terá afirmado que todos deveriam apoiar o Camarada Presidente, alertando para “problemas sérios” aqueles que não assinassem as fichas de candidatura. Alguns participantes, inconformados com as declarações, decidiram abandonar o encontro. Entre eles, Etiandro Dala destacou que a liberdade de escolha é garantida a todos os candidatos. Paula Kahanga criticou a postura de Dinis, afirmando que a ameaça aos militantes reflecte uma visão retrógrada do partido, e que oferecer AOA 50.000 aos jovens que assinassem constitui uma grande falta de consideração pelos ideais que estiveram na base da fundação do MPLA.
Mamusca, considerada a mais problemática membro do Comité Central, já esteve envolvida em outros episódios polémicos dentro do partido, incluindo a sua intervenção negativa nas eleições internas da JMPLA (fraudes na derrota de Domingos Betico e na eleição de Justino Capapinha). Recentemente, terá estado também envolvida em casos relacionados com a extorsão de 400 milhões de kwanzas ao PCA da Sonangol, Pai Querido, que culminou com a expulsão do jovem Aniceto Cunha do Gabinete de Cidadania.
Fontes indicam ainda que Dinis se mantém intocável dentro do MPLA devido às sociedades empresariais que possui com o Secretário-Geral do partido, Paulo Pombolo, com quem mantém mais de 21 empresas em conjunto.
De acordo com informações obtidas, para acções semelhantes de apoio directo à candidatura de João Lourenço, o General José Tavares terá entregue a Anabela Dinis recursos equivalentes a 800 mil dólares, valor convertido em kwanzas, reforçando as acusações de que o processo orgânico do Nono Congresso Ordinário do MPLA estaria a ser influenciado por incentivos financeiros.
O episódio reabre o debate sobre a transparência e a liberdade de escolha dentro do MPLA, especialmente no envolvimento da juventude na política partidária.
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