Em África ainda há um problema que podemos chamar de "companherofobia", o receio dos líderes olharem para os 'seus', com olhos de ver. Mesmo com níveis académicos aceitáveis as pessoas são preteridas, apostando em quadros periféricos, INTENTITY e desconhecedores da cultura política partidária da organização. Não é fácil formar quadros político-ideológicos, sobre os quais recai a árdua e ingente tarefa de garantir a durabilidade histórica do partido e defende-lo contra qualquer tentativa de desvio. Em Angola (em particular) e principalmente nos partidos políticos essa prática é reiterada. A prática moderna na UNITA é de elevar os periféricos ou convidá-los com uma condição, que é a de pertencer ou fazer parte da lista de Deputados. A pessoa sai da sua casa conscio de que o seu lugar está garantido no parlamento para ser "SUA EXCELÊNCIA ", as vezes o convite resulta de uma simples conversa de bar ou em festas de casamento ou aniversário.
A Deputada a Assembleia Nacional Irina Dinis, filha de Raul Dinis vê hoje o seu nome citado em escândalos de corrupção em Portugal, o que deixa bastante a desejar. Seu pai, amigo do presidente da UNITA, é conhecido como alguém que falsificava as assinaturas do ex presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, no fito de estorquir milhões no tesouro nacional. Mesmo conhecendo o seu histórico, passou a ser a pessoa de eleição da Direcção do partido e com o direito de participar em actividades no SOVSMO hoje JONAS MALHEIRO SAVIMBI, onde nós não podemos entrar. Hoje constituem o curdão da Direcção da UNITA, com cargos de alta confiança. Fomos sempre avisando para que a Direcção atual cautelasse nas suas alianças com pessoas estranhas à organização. O Dr. Savimbi ensinou-nos falores que infelizmente estão a ser torpedeados: ser homem digno, honesto e trabalhador e que: " o casaco da dignidade é o último a ser despido". Infelizmente não é o que assistimos nos dias de hoje. O que vemos entristece todo um quadro da UNITA.
Tivemos experiência amargas: Foi o atual presidente do partido ACJ quem convidou o Dr. David Mendes; foi o mesmo que teve a gentileza de impingir para órgãos do estado com lugares pertencentes a UNITA, o jornalista Carlos Alberto; hoje a família Dinis penetrou o partido e vai arrastar-nos para uma situação periclitante, em que quase toda Direcção do partido estará envolvida, o que poderá expor a organização na lista da corrupção internacional. Nós nunca fomos corruptos, os Dirigentes da UNITA que representavam a organização em África e no ocidente, eram transparentes e na compra de bens, rejeitavam as comissões " COMICHÕES", que parte dos Dirigentes do MPLA adoravam e que estiveram na base do enriquecimento de muitos. O Mv Samakuva sempre defendeu a transparência e boa governação como bandeira da UNITA e que a levaria caso fosse governo, na gestão da coisa pública, optando assim numa governação participativa.
Infelizmente a actual Direcção optou pela redefinição por aquilo que sempre nos guiou e deu-nos credibilidade nacional e internacional. Escândalos internacionais por corrupção é motivo de uma XVII CONFERÊNCIA DE QUADROS para analisar a situação atual que o partido atravessa. Urge uma análise profunda, desapaixonada sem vuvuzelas nem apitos mas sim com gente que reflecte, com faculdades mentais aceitáveis e sem intervalos de lucidez. Não se parte para grandes desafios partidos, a unidade nacional não se propaga aos quatro ventos como palavras vãs, mas sim ela é feita com pacificadores e unificadores de gema, humildes e capazes de aceitar o erro para a correcção do mesmo e, de seguida, guindar a organização no patamar desejado, na Visão tida no passado e com Missão atingir e exercer o poder político em Angola, para emplementarmos a justiça social que é o nosso lenitivo.
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