O Governo angolano prevê investir cerca de 800 milhões de dólares norte-americanos na construção e melhoria de infra-estruturas públicas em várias zonas de elevado potencial turístico do país, numa estratégia que visa dinamizar o sector, atrair investimento privado e contribuir para a diversificação da economia nacional.
O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, durante o FIN Summit 2026, segundo informações avançadas pelo Economia & Finanças.
De acordo com o governante, o investimento será direccionado para a criação de condições essenciais ao desenvolvimento de empreendimentos turísticos, permitindo transformar destinos com elevado potencial natural e paisagístico em áreas mais atractivas para investidores nacionais e estrangeiros.
Entre as localidades contempladas destacam-se Cabo Ledo, a Baía do Tômbwa, a Baía das Pipas, a Baía dos Três Irmãos e a Baía do Quicombo, regiões consideradas estratégicas para a expansão da actividade turística em Angola.
O programa prevê igualmente intervenções nas Quedas de Calandula, na Baía dos Tigres, na Serra da Leba e na Ponta do Padrão, abrangendo obras de construção e reabilitação de arruamentos, instalação de redes de energia eléctrica, sistemas de abastecimento de água, saneamento básico e telecomunicações.
Segundo Márcio Daniel, a estratégia do Executivo passa por assegurar que o Estado assuma a responsabilidade pela disponibilização das infra-estruturas públicas fundamentais, criando um ambiente favorável para que os investidores privados possam concentrar os seus recursos na construção, gestão e exploração de unidades hoteleiras, resorts e outros empreendimentos turísticos.
A iniciativa poderá representar um passo importante para o aproveitamento do potencial turístico angolano, sobretudo numa altura em que o país procura reduzir a dependência económica do petróleo e estimular sectores capazes de gerar receitas, emprego e novas oportunidades de negócio.
A concretização dos investimentos poderá igualmente contribuir para o desenvolvimento das comunidades locais, através da melhoria das condições de acesso, da expansão dos serviços básicos e do surgimento de novas actividades económicas associadas ao turismo.
Apesar das perspectivas apresentadas, o sucesso da estratégia dependerá da execução efectiva dos projectos, do cumprimento dos prazos e da capacidade de mobilizar investimento privado para os destinos seleccionados.
Com esta aposta, Angola pretende reforçar a sua posição como destino turístico na África Austral, valorizando as suas paisagens naturais, praias, montanhas e património histórico e cultural.
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