O jurista e membro da sociedade civil, Carlos Cabaça, considerou “uma falta de respeito” a iniciativa do administrador municipal de Cacuaco, Fernando Manuel, de distribuir 10 pintainhos e um quilo de arroz, alegadamente com o objetivo de combater o desemprego que afeta a juventude.
A declaração foi feita durante o debate sobre os desafios e oportunidades da juventude angolana, no programa “A Outra Face da Moeda”, exibido na TV Hora H, na passada sexta-feira (3).
´´O Administrador de Cacuaco é um mais velho sem juízo , que saí da casa dele para ir distribuir 10 pintainhos com um kilo de arroz, para combate a fome e o desemprego que assola a juventude, nós estamos mesmo a brincar com os Angolanos ´´ disse.
Cabaça foi mais longe ao defender a exoneração do administrador Fernando João, por entender que a entrega destes bens não resolverá o problema do desemprego. O responsável acrescenta que a falta de emprego só poderá ser combatida com políticas públicas sustentáveis.
´´ Um país com algum rigor esse senhor já não seria Administrador e de certeza que o presidente João Lourenço deve estar triste com esta notícia, porque issonão deve agradar o governo´´ frisou
O debate contou igualmente com a participação do jurista Mário Aragão e do Secretário Nacional para a Sociedade Civil Rui Mangovo.
Durante a sua intervenção, Mário Aragão, militante do MPLA, afirmou ser um falso problema e que não se deve associar a medida do administrador às políticas do Presidente João Lourenço.
O também interveniente considera que a distribuição dos pintainhos teve como objetivo o apoio aos jovens e não o combate direto ao desemprego.
Aragão acrescentou que o Executivo dispõe de vários programas voltados à inserção dos jovens no mercado de trabalho, destacando o Decreto Presidencial n.º 125/25, que aprova o Plano de Desenvolvimento Nacional da Juventude 2025–2026.
“Temos assistido a um Governo preocupado em retirar os jovens da delinquência e do alcoolismo, para que esta franja da sociedade se sinta parte do desenvolvimento do país”, declarou.
Por seu turno, Rui Mangovo levanta suspeitas de eventual desvio de fundos associado à iniciativa do administrador de Cacuaco, considerando tratar-se de uma atitude de natureza corrupta.
O interveniente entende ainda que a ação não terá impacto duradouro e acusa o MPLA de manter políticas que, segundo afirma, perpetuam a pobreza.
“Se fizerem um acompanhamento, daqui a um mês vão perceber que os pintainhos terão morrido e o arroz já foi consumido. Pode até acontecer que cada pintainho tenha custado cem mil kwanzas”, lamentou.
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